sábado, 11 de maio de 2013

Homem de Ferro 3


A parte final de uma trilogia de sucesso no cinema sempre traz ansiedade, especulação, e por que não dizer, temor. E quando se trata daquele arrasa-quarteirão que transpõe um cultuado comic para tela grande, a possibilidade de alvoroço é ainda maior. Neste caso, além do habitual público do cinemão,  existe uma outra legião a ser considerada: os ferrenhos fãs dos quadrinhos que se sentem no dever de fazer comparações e apontar os erros na adaptação.

As imensuráveis divulgações começam bem antes da estreia (para não dizer que começam até mesmo durante a projeção dos créditos finais do filme anterior). Nesse contexto, acompanhamos desde então informações sobre escalação do elenco, salários negociados, contratação de diretores, desligamento de profissionais e vários outros detalhes das fases pré e pós-produção. Ficamos sabendo, também, das brigas entre grandes estúdios. Em casos extemos, acontecem vazamentos de fotos e vídeos, chegando ao cúmulo de, algumas vezes, captarem e divulgarem até a produção inteira.


Antes do simples entretenimento, a indústria do cinema é um negócio rentável. E perigoso. Temos vários exemplos de partes finais de trilogias que sofreram rejeições do grande público mesmo após estudos, pesquisas e sessões experimentais. Em alguns casos, boatos negativos levam os produtores a divulgarem  teasers de impacto, somente para atenuar alguma balbúrdia. E são em ações como essa que temos exemplos clássicos de cenas de trailers que não apareceram na versão final do longa.

Com o Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013) não foi diferente. Foram muitas notícias, muito alarde, muitos teasers, muitas fotos de bastidores e, ao final, algumas decepções.

É o tipo de filme para ser visto no cinema. Grandes efeitos, trama dinâmica (morna em alguns momentos) e definição do rumo de alguns personagens.


Vejamos:

a) um grande inimigo sofre uma mutação que o deixa com poderes capaz de eliminar o mundo; b) desafiado e com sede de poder, o vilão causa destruições e pânico; c) herói entra em crise de identidade e precisa de um certo tempo; d) mocinha do filme é colocada em grande perigo e somente seu amado pode salvá-la. 

De qual filme estou falando? Spider-Man 3, Superman 3, Hulk, Batman, Wolverine?  De todos eles, não é mesmo? Parece que existe um certo receio de sair desta fórmula e entrar numa proposta mais ousada, visto que é muito dinheiro envolvido. Mas surpresa e coragem são elementos muito bem-vindos, o que não temos visto ultimamente nos roteiros de super produções. Se não trouxerem o arqui-inimigo, corre-se o risco de haver uma predisposição à rejeição pelo filme. Então divulgam um nome conhecido (ao menos para os nerds, viciados em comics e marmanjos infantis de plantão), para que o entusiasmo esteja voltado à vontade de ver o tratamento que foi dado ao personagem do quadrinho na tela. Aí vale quase tudo, até uma certa cilada...

Desta vez, quando o terrorista Mandarim (Ben Kingsley, ótimo) provoca uma explosão que atrai a atenção de Tony Stark (Robert Downey, Jr.), este, num ímpeto de revolta, desafia o inimigo para um confronto, divulgando seu endereço em rede mundial. Furioso e com armas letais à sua disposição, o maníaco surpreende a todos e destrói a fortaleza do Homem de Ferro, fazendo com que o heroi seja dado como morto.


Sem o seu braço direito Happy Hogan (Jon Favreau), que se feriu num dos ataques do Mandarim e entrou em estado de coma, e sem a namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), que escapou do ataque à mansão, mas foi afastada do heroi; Tony Stark ruma para cidade em que ocorreu uma das estranhas explosões que vinham assustando a população.

Aprofundando-se em suas investigações, mesmo acometido por sensações de pânico e vertigens, Tony Stark, descobre que o Mandarim estava usando uma perigosa tecnologia desenvolvida pelo geneticista Aldrich Killian (Guy Pearce), o que possibilitava a criação de um exército mutante com alto poder de destruição. 


Tendo de superar seus traumas e usar sua criatividade para invadir o espaço do Mandarim, Tony Stark tem uma grande surpresa na sua empreitada, precisando repensar sua estratégia e lidar com outros inimigos com potencial de ataque.

O roteiro mal cuidado do filme não explica alguns pontos importantes, deixando as cenas de ação serem maiores que a história em si. Da mesma forma, a edição final, sempre sujeita a cortes, acabou deixando personagens interessantes com pouca expressão no longa, como a bela cientista Maya Hansen (Rebecca Hall), ao passo que uma criança peralta aparece mais do que deveria. Sorte para Gwyneth Paltrow que, ao contrários dos outros filmes, teve maior importância nesta terceira parte, saindo da tarefa de interpretar tão somente a mocinha abnegada da história. Justiça seja feita ao talento e carisma da Downey Jr.,  mas o destaque ficou mesmo com o veterano Ben Kingsley, que transita feito um mestre entre um terrorista cruel e um...  Deixa pra lá...

O vilão mata a tudo e a todos, mas quando tem a oportunidade de liquidar alguém que realmente poderia colocá-lo em perigo, como o personagem James Rhodes (do chato Don Cheadle), ele se contenta com um golpe qualquer, deixando-o vivo e sem ferimentos.


Os efeitos especiais são incríveis, mas não é por menos: a lista de nomes e de empresas mostrados nos créditos finais do filme chega a impressionar. É muita gente, é muita tecnologia envolvida.

Falando em efeitos, destaque para duas cenas: aquela em que a fortaleza do heroi é atacada pelo exército do Mandarim, como também para o momento em que o Homem de Ferro salva a tripulação de um avião, instruindo-os a uma perfeita composição de queda livre.

Com relação ao golpe que a produção deu nos impetuosos leitores das histórias em quadrinhos, penso que, para não chocar tanto, deveriam ter desenvolvido uma trama em que o vilão original, um ser ardiloso, após alguns atos terroristas, desaparece em suas fortalezas secretas (ora, Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden fez isso por um bom tempo), levando o seu financiador a forjar uma história convincente e arrumar impostor. Mas não... Optaram por um recurso hilário! Pelo bem ou pelo mal, o argumento escolhido deu, mais uma vez, a chance de Ben Kingsley mostrar que é um mestre na arte de interpretar.  Esse assunto de novo? Acho que estou com vontade de escrever um SPOILER...

No mais, apesar das falhas, a ida ao cinema é um entretenimento de primeira.


video

video

video




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Os 100 Maiores Insultos do Cinema de Todos os Tempos

É o tipo de vídeo que mostra situações tão universais que até dispensam uma legenda. Não se sintam afrontados. Boas ofensas!


video

Em ordem, a lista dos filmes apresentados neste vídeo:
0’00 - Roxanne, Adventures of Priscilla Queen of the Desert, Gleaming the Cube, The Princess Bride, A Fish Called Wanda, Star Wars, The Wizard of Oz, Casino, Three Amigos, A Clockwork Orange
1’05 - Dolemite, Glengarry Glen Ross, Bad Santa, The Witches of Eastwick, The Big Lebowski, In Bruges, Full Metal Jacket, There Will Be Blood
2’05 - Toy Story, Casablanca, Encino Man, The Women, Predator, Army of Darkness, They Live, Uncle Buck, Big Trouble in Little China, New Jack City, Billy Madison
3’00 - Kiss Kiss Bang Bang, The Departed, Carlito’s Way, In the Loop, Glengarry Glen Ross, Stand By Me, Grosse Pointe Blank, Duck Soup, Caddyshack, Planes Trains & Automobiles
4’00 - South Park, Napoleon Dynamite, Mean Girls, The Breakfast Club, As Good as It Gets, The 6th Day, Step Brothers, O Brother Where Art Thou?, Full Metal Jacket, City Slickers, Road House, True Grit, Shot Circuit
5’00 - Raging Bull, The Usual Suspects, Snatch, Caddyshack, The Last Boy Scout, Ghostbusters, The Sandlot, As Good as It Gets
6’00 - 48 Hrs, In Bruges, Silver Streak, Glengarry Glen Ross, A Fish Called Wanda, Goodfellas, National Lampoon’s Christmas Vacation, The Mist, Trading Places
7’00 - The Warriors, Point Break, Gangs of New York, Reservoir Dogs, The Breakfast Club, The Cowboys, Full Metal Jacket, Dodgeball, Donnie Darko, Scarface, The Good the Bad and the Ugly
8’00 - Anchorman, Tropic Thunder, Sexy Beast, In the Loop, Get Shorty, Blazing Saddles, The Way of the Gun, Blade: Trinity, Clerks, The Boondock Saints, The Exorcist, What About Bob?, Weird Science
9’00 - Con Air, True Romance, In the Loop, Monty Python and the Holy Grail, Lake Placid, The Front, Gone with the Wind

As Namoradinhas de Kevin Arnold


1 - Winnie Cooper (Danica McKellar)
 2 - Becky Slater (Crystal McKellar) 
3 - Lisa Berlini (Kathy Wagner)
 4 - Linda Sloan (Maia Brewton) 
5 - Margaret Farquhar (Lindsay Fisher) 
6 - Miss White (Wendel Meldrum) 
7 - Teri (Holly Sampson)
 8 - Susan Fisher (Kelly Packard)
 9 - Mimi Detweiler (Soleil Moon Frye) 
10 - Madeline Adams (Julie Condra) 
11 - Cara (Lisa Paige Robinson) 
12 - Jennifer Hasenfuss (Whitney Kershaw)
 13 - Gina Pruitt (Heather Green) 
14 - Inga Finnstrom (Shevonne Durkin) 
15 - Denise “The Grease” LaVelle (Amy Hathaway) 
16 - Cindy (Heather McComb) 
17 - Sandy Tyler (Carla Gugino) 
18 - Julie Aidem (Wendy Cox) 
19 - Cindy Fleming (Heather Allen Spiegel) 
20 - Jessica Thomas (Alicia Silverstone)

  

Kevin Arnold (Fred Savage)
Anos Incríveis (The Wonder Years, 1988-1993)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mama (2013)




Guillermo del Toro se projetou no mundo cinematográfico ao produzir e dirigir o curioso Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, 2006), apesar de já ter em seu currículo outros dois filmes também expressivos. 

A bela Jessica Chastain está em alta por ter sido indicada ao Oscar de Melhor Atriz por seu trabalho no longa A Hora mais Escura (Zero Dark Firty, 2012).

E parece que é exatamente nessas duas pessoas que a divulgação do filme Mama (idem, 2013) tem se concentrado para despertar interesse no grande público e  angariar uma boa plateia. Tanto que vários dos cartazes promocionais dão a impressão de que se trata de uma história que gira em torno da personagem de Chastain. O papel nem é tão bom assim e poderia ter sido destinado a uma Lindsay Lohan (aquela bonitinha maluca). 


Depois te ter assistido ao filme, fui procurar algumas sinopses pela internet e me deparei com um texto padrão, utilizado em vários sites, com uma introdução estapafúrdia, que se distancia do conteúdo inicial do longa. Quem foi o autor dessa proeza?

Um empresário bem-sucedido, após uma crise no trabalho, surta e assassina a sua esposa. Desesperado, ele pega as duas filhas pequenas, coloca-as dentro de seu carro e sai em disparada por uma estrada em plena nevasca. Nervoso com as constantes perguntas das duas crianças (lindas por sinal), ele perde o controle do carro e cai numa ribanceira. Eles não sofrem nada (!) e aparecem andando floresta adentro até chegarem a uma cabana isolada. Uma cena assustadora encerra essa fase do primeiro ato. Passados cinco anos, o irmão do empresário (interpretado pelo mesmo ator: Nikolaj Coster-Waldau) recebe a surpreendente notícia de que as garotas foram encontradas. A cena em que elas são achadas é de um visual bem acertado, pois transmite com propriedades o aspecto sombrio e assustador do momento. 


Não se sabe exatamente como as garotas sobreviveram, o que, pelo menos no início, não é dada a devida importância, visto que o rapaz quer a recuperação e a socialização das sobrinhas. Para transformá-las em meninas legais, ele conta com a ajuda de sua namorada (Jessica Chastain) e de um profissional de psiquiatria (Daniel Kash).

Jessica interpreta a desagradável Annabel, uma cantora de rock bem underground, perfeita para cuidar de meninas em situação delicada.

 

Durante o processo de adaptação, o casal percebe que as meninas, além de se comportarem de forma estranha, conversavam com alguma coisa. Quando situações sinistras começam a acontecer naquele lar, eles desconfiam de que as garotinhas tinham trazido algo aterrador junto com elas. Afinal, elas teriam sobrevivido sozinhas na cabana abandonada?


Sabe essa coisa de algo sobrenatural que rola no chão durante uma briga com um humano? Isso foi um SPOILER? Fantasma é fantasma, entidade é entidade, serial killer é serial killer. Afinal, o que é a tal da Mama?  Para o meu gosto, é nesse e em alguns outros aspectos que o filme falha; por não saber se centrar numa abordagem linear, por se perder em pistas e em situações que pouco convencem. Além disso, a estrambótica Mama só assusta aqueles que não estão acostumados às figuras bizarras concebidas nos filmes de terror mais recentes. Não deixa de ser um bom trabalho de CGI.

video

 

quinta-feira, 28 de março de 2013

World War Z: Os Trailers



Depois de alguns problemas com a pós-produção, foi confirmada a estreia do blockbuster Guerra Mundial Z (World War Z, 2013), filme produzido e estrelado por Brad Pitt. A adaptação de uma parte do livro O Guia de Sobrevivência a Zumbis (The Zombie Survival Guide, 2003) teve previsão de lançamento para junho de 2012, mas o sinal vermelho dado pelos estúdios fez com que boa parte das cenas tivesse de ser refilmada. Com os necessários trabalhos de finalização, a nova data foi marcada para exatos doze meses depois, ou seja, junho de 2013.

Curiosamente, comparando os trailers divulgados, temos a impressão de que o filme ficou diferente (até o visual de Pitt é outro). Por este feito, visualizo que teremos algumas cenas mostradas nos teasers que, muito provavelmente, poderão não aparecer no produto final. Porém, essa diferença significativa entre um trailer e outro pode ser uma jogada de marketing. Vai saber.

O longa promete deixar o grande público assustado com os eficientes efeitos especiais, que mostrarão imagens de milhares de pessoas em situações grotescas e desesperadoras.

Diante de uma epidemia de grandes proporções, um agente da Nações Unidas (Pitt) é destacado para enfrentar e registrar a legião de zumbis surgida com a volta à vida (?) daqueles que não resistiram ao contágio.

Também no elenco, David Morse, de À Espera de Um Milagre (The Green Mile, 1999) e Matthew Fox (da série de TV Lost, 2004-2010). 









 

sábado, 16 de março de 2013

Los Ojos de Julia



 Os Olhos de Julia (Los Ojos de Julia, 2010)

Julia (Belén Rueda) sofre de uma doença degenerativa nos olhos e sabe que, com o passar dos anos, ficará completamente cega. Talvez pela tranquilidade emocional e a felicidade ao lado de seu compreensivo marido (Lluís Hornar), ela vinha conseguindo retardar o agravamento da cegueira. Porém, quando recebe a notícia do suicídio de Sara, sua irmã gêmea, Julia se altera e fica obsecada por esclarecimentos, o que a deixa suscetível a vicissitudes capazes de comprometer seu equilíbrio.

Mesmo ciente de que exposição excessiva e movimentos bruscos são fatores agravantes para seu problema genético, Julia, que não aceita a versão dada pela polícia, decide se arriscar e vasculhar vestígios que poderiam desvendar a morte de sua irmã. A questão é que ela não tinha ideia de que, ao empreender a investigação, ficaria à mercê de algo funesto, que fica cada vez mais aterrador, ao mesmo tempo em que sua enfermidade se agrava. Tudo termina por jogá-la num mundo obscuro, cercado de tormentas, e o pior, sem percepção para aqueles que estão à sua volta.


Sem conseguir convencer a polícia e os amigos mais próximos, ela conta com a ajuda do atencioso (e devotado) enfermeiro Ìvan (Pablo Derqui), mas se vê acossada pela sua jovem vizinha, que insiste em relatar fatos sinistros que aconteciam no apartamento de Sara, deixando Julia ainda mais confusa.

O filme transmite bem as sensações de medo e dúvidas vivida pela personagem, acertando no tom sombrio dos cenários, nas cenas corretamente enquadradas e no fechamento de câmera no rosto da atriz. Um recurso criativo bem empregado no filme é o de não mostrar, a partir do agravamento da doença de Julia,  o rosto dos demais atores que contracenam com Rueda, objetivando imprimir um sentimento de incerteza e apreensão nos espectadores, de forma a nos aproximar do estado de Julia. Os enquadramentos são ajustados para manter os outros atores de costas, mostrados do busto para baixo ou com o rosto encoberto pelas sombras.

As cenas em que Belèn Rueda, enxergando, precisa fingir que nada vê para não ser assassinada - notem as expressões da atriz - são de um apurado trabalho estético, conseguindo criar imagens que nos aproximam da apreensão da personagem.


Os Olhos de Julia tem produção executiva de Guillermo del Toro e, talvez por este motivo, traz alguns expedientes similares àqueles utilizados no filme O Orfanato (El Orfanato, 2007), também produzido pelo cineasta e também protagonizado por Belén Rueda;  e repetidos, posteriormente, em Mama (idem, 2013).

Boa interpretação da bela atriz espanhola e bom impacto nas revelações do terceiro ato.

video

sexta-feira, 15 de março de 2013

160 Greatest Arnold Schwarzenegger Quotes

video



Batman & Robin, Collateral Damage, Commando, Conan the Barbarian, Conan the Destroyer, End of Days, Eraser, Jingle All the Way, Junior, Kindergarten Cop, Last Action Hero, Predator, Pumping Iron, Raw Deal, Red Heat, Red Sonja, The Running Man, The Terminator, Terminator 2: Judgment Day, Terminator 3: Rise of the Machines, Total Recall, True Lies, Twins, The 6th Day and Around the World in 80 Days.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Trabalhos Antigos dos Indicados ao Oscar 2013

Indicadas ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
 
 
 

Indicados ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante
 
 
 
 

Indicadas ao Oscar de Melhor Atriz
 
 
 
 
 

Indicados ao Oscar de Melhor Ator